Para o expatriado indiano Anas Abdul Latheef, o sucesso nos Emirados Árabes Unidos não é definido por marcos comerciais ou contratos governamentais. Em vez disso, remonta a um telefonema que ele fez para sua mãe há mais de uma década.De acordo com uma reportagem do Gulf Information, Latheef ainda se lembra de ter emprestado 350 Dh (cerca de 8.000 rupias às taxas de câmbio atuais) à sua mãe em 2014, uma pequena quantia que acabaria por ajudar a mudar o curso da sua vida.
O Dh350 que mudou tudo
Na época, Latheef dirigia uma startup chamada Hash Embrace e tentava concorrer a um projeto governamental. Para participar, ele precisava comprar um documento oficial de licitação que custava Dh350, dinheiro que ele simplesmente não tinha. Sem outra opção, ele pediu ajuda à mãe.“Olhando para trás, aqueles Dh350 foram provavelmente o melhor investimento que minha mãe já fez”, disse Latheef ao Gulf Information.O que parecia ser um empréstimo modesto tornou-se o primeiro passo numa jornada empresarial muito mais ampla.
Um sonho que o trouxe de volta aos Emirados Árabes Unidos
A ligação de Latheef com os Emirados Árabes Unidos começou na infância, quando ele passou um tempo no país com seus pais antes de retornar à Índia.Mesmo depois de voltar, ele continuou atraído pelas oportunidades e ambições que associava aos Emirados.“Sempre soube que queria voltar e construir o meu futuro aqui”, disse ele ao Gulf Information, recordando a energia e o rápido desenvolvimento que o inspiraram.Depois de se formar na universidade, retornou a Dubai em 2008 determinado a construir uma carreira. Mas, tal como muitos expatriados que chegam ao Golfo, ele começou com recursos limitados e sem uma rede profissional estabelecida.
Aprendendo o básico como engenheiro de software program
Passou seus primeiros anos nos Emirados Árabes Unidos trabalhando como engenheiro de software program, onde ganhou exposição a diferentes setores e aprendeu em primeira mão sobre a exigente cultura de trabalho do país.Uma experiência deixou-lhe uma impressão particularmente forte. Enquanto trabalhava em um projeto para a Autoridade de Turismo de Abu Dhabi, ele se envolveu na entrega de uma plataforma para eventos em uma semana – um prazo que inicialmente parecia impossível.Mesmo assim, o projeto foi concluído no prazo.“Não há espaço para desculpas. Ou você cumpre ou não”, lembrou Latheef.A experiência reforçou o que ele considera uma das características definidoras dos EAU: uma forte ênfase na execução e nos resultados.
O desafio de ganhar confiança
Construir um negócio não foi nada fácil. Como fundador de uma pequena empresa competindo com empresas maiores e mais estabelecidas, Latheef muitas vezes teve que provar a sua credibilidade.“Éramos uma pequena empresa competindo com gamers maiores e ganhar confiança nunca foi fácil”, disse ele. Ter formação técnica também significava aprender habilidades além do desenvolvimento de software program.“Tive que aprender como comunicar valor e construir relações comerciais sólidas”, acrescentou.
Por que as pessoas são mais importantes do que a tecnologia
Apesar de ter construído sua carreira na área de tecnologia, Latheef diz que sua maior fonte de inspiração sempre foram as pessoas.“Em última análise, a tecnologia trata de pessoas, não de sistemas”, disse ele ao Gulf Information.Ao longo dos anos, ele orientou estudantes e aspirantes a empreendedores, ajudando-os a identificar oportunidades e a construir confiança. Ele prefere manter esses esforços pessoais em vez de públicos.“Retribuir não tem a ver com publicidade ou escala. Trata-se de ajudar jovens talentosos a avançar e construir algo significativo”, disse ele.
Uma lição que muitos indianos no exterior reconhecerão
Hoje, a vida de Latheef parece muito diferente de quando chegou ao Dubai em 2008. Mas quando reflecte sobre a sua viagem, vê mais do que crescimento empresarial ou sucesso financeiro.Ele vê uma história acquainted para muitos indianos que trabalham no exterior: sair de casa, começar do zero, superar contratempos e confiar na fé dos familiares em momentos difíceis.E no centro dessa história permanece uma lembrança simples: um filho ligando para a mãe pedindo Dh350.O empréstimo period pequeno. A crença por trás disso não tinha preço.











