A OpenAI deu o tiro de partida para a corrida da IA no closing de 2022 com o lançamento do ChatGPT e desde então se tornou uma das startups mais valiosas do mundo, alcançando centenas de milhões de usuários todos os dias. O seu sucesso, no entanto, dependeu de uma rede de parcerias com outras empresas que fabricam os chips de silício dos quais dependem os seus sistemas de IA.
Na quarta-feira, a OpenAI deu o maior passo em direção à independência tecnológica whole com o lançamento de um novo chip de IA, apelidado de Jalapeño, desenvolvido em colaboração com a fabricante de chips norte-americana Broadcom.
Em um postagem no bloga empresa descreveu o Jalapeño como um “Processador de Inteligência” e disse que aproximou o OpenAI de se tornar uma plataforma de IA “full-stack”, que é o idioma da indústria para controlar a produção de todos os componentes de {hardware} e software program necessários para construir modelos e torná-los acessíveis aos usuários. Jalapeño não é uma GPU – a classe de chip que ficou famosa pela Nvidia e a mais comumente usada por desenvolvedores de tecnologia para treinar e executar modelos de IA – mas um circuito integrado específico de aplicativo, ou ASIC. Como o próprio nome sugere, um ASIC é projetado para realizar tarefas mais especializadas do que uma GPU, que é de uso mais geral.
A postagem também dizia que, ao conseguir aproveitar seu próprio suprimento de chips internos, a OpenAI seria capaz de entregar produtos mais baratos e minimizar os tempos de espera quando a demanda for particularmente alta. “Ao projetarmos nós mesmos mais pilhas, podemos fornecer mais inteligência com maior eficiência e continuar impulsionando a IA avançada em direção a um acesso mais amplo”, disse o presidente e cofundador da OpenAI, Greg Brockman, em um comunicado. A empresa atualmente compra silício principalmente da Nvidia, mas também tem parcerias com Amazon, Superior Micro Gadgets (AMD) e Cerebras.
Em outubro, OpenAI e Broadcom anunciou seu plano construir racks suficientes de chips de IA personalizados para fornecer dez gigawatts de energia, o suficiente para abastecer cerca de sete milhões e meio de residências. As empresas agora planejam implementar os chips Jalapeño em um ambiente de produção em grande escala: “Este é apenas o começo de um roteiro de várias gerações”, disse o CEO da Broadcom, Hock Tan, em um comunicado. “Ao co-desenvolver nosso silício líder do setor diretamente com a OpenAI, estamos possibilitando a implantação de knowledge facilities em escala de gigawatts com a Microsoft e outros parceiros a partir de 2026.”
Em seu anúncio na quarta-feira, a OpenAI disse que o desenvolvimento do Jalapeño levou nove meses do início ao fim, marcando “o que acreditamos ser o ciclo de desenvolvimento ASIC mais rápido já alcançado em semicondutores avançados de alto desempenho”. Esse rápido processo de desenvolvimento foi possibilitado em parte pelos próprios sistemas de IA da OpenAI, de acordo com a postagem do weblog.
“Os mesmos modelos servidos aos usuários estão ajudando a melhorar a infraestrutura usada para executar modelos futuros”, escreveu a empresa. “Se a IA puder ajudar os engenheiros a projetar chips melhores com mais rapidez, poderá reduzir o custo da computação em toda a indústria e ajudar a democratizar o acesso à IA avançada.”
A IA também está sendo cada vez mais usada para ajudar engenheiros de software program a treinar modelos novos e mais poderosos, um processo conhecido nos círculos tecnológicos como “autoaperfeiçoamento recursivo”. A palavra-chave é “recursiva”: se a IA for capaz de melhorar continuamente as suas próprias capacidades, escrevendo e alterando o seu código subjacente, isso poderia, em teoria, permitir-lhe tornar-se tão sofisticado que escapa ao controlo humano – uma “explosão de inteligência” com consequências potencialmente catastróficas para a humanidade.
Ambos OpenAI e Antrópico apelaram à criação de um comité de supervisão internacional para evitar tal resultado, se necessário, impondo um abrandamento em toda a indústria no desenvolvimento de novos modelos.












