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O caso do árbitro mostra que a Fifa perdeu o controle de sua própria Copa do Mundo?

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No passado, os anfitriões da Copa do Mundo tendiam a dar à Fifa o que queriam – e isso inclui fácil acesso para dirigentes e torcedores.

Foi o caso de duas das Copas do Mundo mais polêmicas, na Rússia e no Catar.

Na verdade, a Rússia estendeu positivamente o tapete vermelho em 2018, eliminando qualquer necessidade de visto.

Todos os torcedores precisavam de um passaporte válido e um cartão personalizado conhecido como ‘Fan ID’ para provar que estavam viajando para jogar futebol.

No Catar, os torcedores precisavam de um cartão Hayya – servindo como documento de entrada de viagem pré-selecionado e como passe de entrada para os jogos.

Esse não é o caso nos Estados Unidos, com alegações de que as barreiras têm consistentemente impedido os fãs de viajarem.

“Você deveria receber torcedores de todo o mundo”, disse Thomas Concannon, que lidera o grupo de torcedores ingleses da FSA, à BBC Sport em abril.

“E acho que nesta fase os fãs não poderiam se sentir menos bem-vindos.”

Nem sequer é como se Trump tivesse herdado o torneio de outra administração. Foi referendado e respaldado por sua presidência, com intenção de licitação apresentada poucos meses após sua posse em 2017.

O que mudou foi a extensão da repressão à imigração.

Trump fica feliz em receber os aplausos pelo brilho e glamour da Copa do Mundo, mas isso não irá desviar a atenção desse objetivo principal.

Não é apenas Artan que não consegue entrar nos Estados Unidos. Os apoiantes do Iraque, que não está na lista de banidos, descreveram como desistiram de tentar entrar no país.

Entretanto, o Irão disse na terça-feira que a sua atribuição de bilhetes para a fase de grupos foi revogada, devido a uma decisão tomada pelas autoridades dos EUA.

Parece claro que esta administração Trump colocou a imigração acima de tudo – incluindo esta Copa do Mundo.

O próximo teste acontecerá no domingo, quando o Irã deverá voar para os Estados Unidos pela primeira vez.

O Irão acusou os EUA de negarem vistos a 15 membros “integrantes” do seu pessoal de bastidores.

A equipe tem permissão para entrar e sair do país a partir de Tijuana, no México, dentro de 24 horas para cada partida – mas isso ainda precisa ser testado.

Se uma equipe não puder assistir ao seu próprio jogo, seria outra reviravolta sem precedentes.

“Nunca vimos tantos treinadores de Copa do Mundo, equipes de operações, torcedores e até mesmo administradores seniores de federações-membro da Fifa, sujeitos a tantos interrogatórios e exclusões”, acrescentou Powar, de Fare.

“A perturbação é tal que é preciso perguntar quem dirige a Copa do Mundo. É a Fifa ou é o governo dos EUA com suas políticas de imigração racialmente carregadas?”

Como a FIFA não consegue trazer todos os seus árbitros para o país, parece que o governo dos EUA está no controle.

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