Quando algo dá errado, sempre suspeitamos da mão de quem está de fora e damos o benefício da dúvida aos que estão mais próximos, embora eles possam ter o máximo alcance e acesso para nos apunhalar pelas costas. Um antigo provérbio haitiano nos alertou sobre tal situação e nos alertou que o ataque pode vir de onde é mais inesperado, o canto que ignoramos e pensamos que éramos mais seguros. Não faltam ditos deste tipo em várias línguas, mas o haitiano transmite a mensagem sem rodeios, usando a metáfora mais fácil possível. O rato que come a casa é aquele que mora nela.Provérbio haitiano do dia é: “É o rato da casa que come a casa”.
Origem do Haiti provérbio
Como muitos ditados tradicionais haitianos, “Se rat kay ki manje kay” não tem autor conhecido. Pertence à herança oral do Haiti, onde os provérbios serviram durante muito tempo como lições práticas passadas de uma geração para outra.O Haiti possui uma das mais ricas tradições de discurso proverbial do mundo. A cultura haitiana provém de sociedades africanas cujos antepassados foram trazidos para as Caraíbas durante o comércio de escravos no Atlântico, misturados com influências coloniais francesas e experiências locais. As culturas da África Ocidental, em explicit, há muito que valorizam os provérbios como ferramentas essenciais para o ensino da moralidade, da diplomacia e da responsabilidade social. Os africanos escravizados levaram consigo esta tradição e, com o tempo, ela se fundiu no que hoje é a cultura crioula haitiana.
Significado do provérbio
O rato é uma praga e em todas as culturas é visto como símbolo de decadência e destruição. No entanto, os ratos estão por toda parte. O provérbio nos ensina a ficar atentos aos ratos domésticos que têm acesso mais fácil à comida, à madeira e aos cantos escondidos do que os de fora. Os ratos viveram ao lado dos humanos e sobreviveram. Eles se escondem dentro de casas, cozinhas e depósitos, atacando silenciosamente a comida e danificando estruturas, enquanto permanecem praticamente invisíveis. Como não atacam os humanos, muitas vezes permanecem esquecidos, embora sejam prejudiciais por dentro.Um rato dentro de casa representa um perigo diferente de outro que está fora. O rato de fora pode nunca conseguir entrar, mas o rato de dentro já tem acesso. Come gradualmente, muitas vezes despercebido, até que o dano se torne significativo.
As maiores ameaças vêm de dentro
O “rato doméstico” não é apenas um roedor. Simboliza alguém de dentro, alguém que foi aceito em uma família, native de trabalho, instituição ou nação. Ao contrário de alguém de fora, esta pessoa conhece as vulnerabilidades do agregado acquainted. Eles entendem onde os valores são guardados, onde estão os pontos fracos e como explorá-los.O provérbio ensina que a destruição frequentemente começa de dentro. Um inimigo externo pode atacar abertamente, mas um inimigo interno pode causar danos maiores porque goza de confiança e acesso.
Por que o provérbio haitiano resiste ao teste do tempo
Como a natureza humana permaneceu a mesma, o padrão de traição não mudou. O antigo poeta romano Virgílio escreveu: “Temo os gregos mesmo quando trago presentes”, expressando suspeita em relação a aparentes aliados. A tradição chinesa inclui ditos que alertam contra perigos ocultos dentro dos próprios muros. Em muitas partes do mundo, as pessoas observam que a podridão começa no inside antes de se tornar visível no exterior.
O que o provérbio haitiano nos ensina?
Apelo ao discernimento: O provérbio não nos ensina a duvidar de todos os que estão dentro e a ficar paranóicos em relação ao que nos rodeia. É um apelo ao discernimento. Isso nos lembra de olhar primeiro para dentro de nossos grupos principais.Não baixe a guarda: Como presumimos que as pessoas dentro de nossa casa são da nossa equipe, baixamos a guarda. Não trancamos nossos cofres perto deles; não filtramos nossas palavras em torno deles. Portanto, quando a traição finalmente vem à tona, a onda de choque emocional costuma ser mais prejudicial do que a perda materials actual. Isso destrói nosso senso de realidade e nos força a questionar nosso próprio julgamento. O provérbio nos ensina a nos prepararmos.Histórica e politicamente, o provérbio também reflete os ciclos trágicos da história haitiana. A partir da revolução, a intervenção estrangeira causou, sem dúvida, enormes dificuldades à nação. E o progresso do país também foi prejudicado internamente por líderes corruptos, golpes de estado internos e facções que dão prioridade ao ganho pessoal em detrimento do bem colectivo e não têm nenhuma força externa para culpar.










