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Os EUA usaram transferências secretas ao estilo do Irã para retirar 90 milhões de barris de petróleo do Golfo: Relatório

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Os Estados Unidos têm estado a gerir uma rede secreta de transferência de petróleo offshore perto do Estreito de Ormuz, adoptando uma táctica há muito associada ao Irão para manter o fluxo de petróleo do Golfo, apesar do bloqueio de Teerão à hidrovia estratégica.A operação, lançada no início de Maio, envolve a transferência de petróleo entre navios ao largo das costas de Omã e dos Emirados Árabes Unidos antes de ser carregado em petroleiros maiores para exportação, informou a Reuters, citando dados de transporte, imagens de satélite e mais de uma dúzia de fontes familiarizadas com os acordos.O relatório estimou que cerca de 90 milhões de barris de petróleo bruto e produtos petrolíferos podem ter passado pela rede offshore desde o início de Maio, embora esse número permaneça bem abaixo dos cerca de 20 milhões de barris que passavam diariamente pelo estreito antes do conflito.Pelo menos 92 navios participaram nesta operação, que depende de embarcações que viajam com transponders desligados e luzes diminuídas; métodos comumente usados ​​pela chamada “frota obscura” do Irã para escapar de sanções e ocultar movimentos de carga.A rede de transferência surgiu depois de o Irão ter efectivamente fechado o acesso através do Estreito de Ormuz durante o conflito, perturbando um dos pontos de estrangulamento energético mais críticos do mundo. A hidrovia normalmente lida com cerca de um quinto do consumo world de petróleo.Fontes disseram à Reuters que os militares dos EUA coordenaram a vigilância, a triagem de conformidade e o monitoramento de trânsito dos navios participantes, embora não houvesse indicação de que o pessoal americano estivesse diretamente envolvido nas próprias transferências.A operação permitiu que os produtores do Golfo continuassem a exportar petróleo apesar dos elevados riscos de segurança, mas os analistas alertaram que o sistema continua vulnerável. “Você simplesmente não sabe quando o Irã poderá decidir começar a usar drones ou mesmo canhoneiras para impedir que até mesmo esses navios transitem pelo estreito”, disse Noam Raydan, pesquisador sênior do Instituto de Washington que revisou as descobertas da Reuters.A utilização de tácticas anteriormente associadas a Estados sancionados também chamou a atenção dos observadores da política externa. “À medida que as antigas regras enfraquecem, é irónico que os Estados Unidos estejam agora a retirar uma página do handbook da China, Rússia, Coreia do Norte e até do Irão, cujas chamadas ‘frotas obscuras’ foram pioneiras nestas técnicas precisamente para escapar às sanções dos EUA e da ONU”, escreveu Michael Froman, presidente do Conselho de Relações Exteriores, numa nota.

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