Dois homens foram condenados à prisão por realizar uma série de ataques incendiários contra um carro e propriedades ligadas ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, numa conspiração que os investigadores dizem ter sido orquestrada em nome da Rússia.Em Outdated Bailey, Londres, o cidadão ucraniano Roman Lavrynovych, de 22 anos, foi preso por sete anos, enquanto Stanislav Carpiuc, um cidadão romeno de 27 anos nascido na Ucrânia, recebeu uma sentença de dois anos por seus papéis na conspiração.
Incêndios atingiram propriedades vinculadas ao Starmer
Os ataques ocorreram no norte de Londres em maio de 2025. Em 8 de maio, um Toyota Rav4 anteriormente propriedade de Starmer foi incendiado em Kentish City. Três dias depois, foram descobertas chamas num apartamento em Islington ligado às antigas propriedades do primeiro-ministro.Na madrugada de 12 de maio, outro incêndio eclodiu na antiga residência de Starmer em Kentish City, onde sua cunhada Judith Alexander, sua filha e companheira moravam na época.O tribunal ouviu que uma espessa fumaça preta se espalhou rapidamente pela propriedade, colocando os ocupantes em risco.
Recrutador do Telegram prometeu pagamento
Os promotores disseram que Lavrynovych foi recrutado através do Telegram por um contato anônimo de língua russa conhecido como “EL” ou “El Cash”. O indivíduo supostamente prometeu pagamento em criptomoeda em troca da realização dos ataques, filmando-os e garantindo que gerassem a atenção da mídia.As evidências apresentadas durante o julgamento mostraram que, após os incêndios, o manipulador instruiu Lavrynovych a descartar suas roupas, receber pagamentos criptográficos e deixar Londres. Ele foi preso horas depois, quando agentes antiterroristas invadiram sua casa em Sydenham.Os investigadores também revelaram que Lavrynovych já havia concluído outras tarefas para o mesmo contato, incluindo a colocação de cartazes de extrema direita.
Juiz chama Lavrynovych de “idiota útil”
Durante a sentença, o juiz Garnham fez uma avaliação contundente da conduta de Lavrynovych. “Você concordou em realizar esse incêndio criminoso estúpido por dinheiro. Você foi facilmente comprado”, disse o juiz, descrevendo-o como um “idiota útil” que agiu como um peão para uma agenda desconhecida.O juiz rejeitou as alegações de que Lavrynovych não sabia que as propriedades estavam ocupadas, dizendo que period “totalmente imprudente” quanto ao perigo que representava para os residentes.“Você foi usado por EL para promover alguma causa da qual nada sabia”, acrescentou.
Carpiuc desempenhou papel coadjuvante
O tribunal concluiu que Carpiuc desempenhou um papel secundário na conspiração, lidando principalmente com transações de criptomoedas ligadas à operação.O seu advogado argumentou que Carpiuc não esperava lucrar com os ataques e envolveu-se enquanto tentava ajudar um amigo a angariar dinheiro para o tratamento médico do seu pai.Mesmo assim, o juiz decidiu que ele havia apoiado conscientemente um empreendimento criminoso “totalmente imprudente”.
Terceiro acusado absolvido
Um terceiro réu, Petro Pochynok, cidadão ucraniano de 35 anos, foi absolvido das acusações de conspiração.Lavrynovych foi adicionalmente condenado por danificar propriedades por incêndio e ao mesmo tempo ser imprudente quanto à possibilidade de vidas estarem em perigo. No entanto, ele foi inocentado de tentar intencionalmente colocar a vida em risco.
Famílias expressam choque e vergonha
Fora do tribunal, a mãe de Lavrynovych disse que se sentia “de coração partido e envergonhada” pelas ações do filho, descrevendo-o como ingênuo e vulnerável à manipulação.O pai de Carpiuc criticou as sentenças, argumentando que o misterioso recrutador do Telegram que supostamente dirigiu os ataques permaneceu não identificado e impune.A comandante do Policiamento Antiterrorista de Londres, Helen Flanagan, disse que o caso destacou uma tendência crescente de atos criminosos dirigidos remotamente por manipuladores on-line anônimos que oferecem recompensas financeiras.“Crimes como incêndio criminoso dirigido por contas on-line anônimas que prometem pagamento são um padrão recorrente em nossas investigações”, disse ela.










