Um grupo de mulheres perto do Burj Khalifa em Dubai, Emirados Árabes Unidos. O CCG acolhe mais de 25 milhões de migrantes asiáticos, tornando-o um dos maiores corredores de migração laboral do mundo. | Crédito da foto: AP
Com o Guerra do Irã lançando uma longa sombra sobre o Golfo nas últimas duas semanas, o que antes parecia ser uma região de aeroportos brilhantes, centros financeiros e construções intermináveis parece agora extremamente vulnerável. A Índia já reconheceu a gravidade da crise. O Ministério das Relações Exteriores disse que menos de uma semana após o início da guerra na região do Golfo, mais de 52 mil indianos já haviam retornado do Golfo sob acordos especiais, e o número pode aumentar nos próximos dias. A Índia também emitiu repetidos avisos sobre a Ásia Ocidental, mostrando que esta é uma verdadeira emergência regional.
Para os estados do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), o perigo não é apenas militar, mas também estrutural. Estes estados construíram a sua prosperidade com base na estabilidade, rotas marítimas abertas, exportações de energia, finanças globais e trabalho migrante. Uma guerra prolongada ameaça cada um destes pilares. A lógica estratégica do Irão também é bastante clara. Teerão vê várias monarquias do CCG não como vizinhos neutros, mas como parte de uma arquitectura de segurança mais ampla liderada pelos EUA na região. Essa percepção é influenciada pela longa presença de bases militares ocidentais e pela vida política dos Acordos de Abraham, que iniciaram a normalização formal entre Israel, os EAU e o Bahrein em 2020. Na opinião do Irão, o Golfo não pode reivindicar neutralidade enquanto permanece ligado ao poder de segurança americano e, em alguns casos, a novos acordos com Israel.
Publicado – 12 de março de 2026 12h53 IST












