Lançada em 2011, Game of Thrones mudou as regras do jogo na televisão para sempre. A épica adaptação da obra de George R. R. Martin virou um fenômeno absoluto, conquistando milhões de espectadores ao redor do mundo com uma trama complexa sobre diferentes famílias em guerra pelo Trono de Ferro. Sendo uma das produções mais caras da história da TV, a série entregou oito temporadas repletas de batalhas grandiosas, elementos de fantasia e perspectivas variadas.
O peso do elenco de Westeros
Para sustentar um universo tão rico, o programa apostou em um elenco gigantesco que acabou marcando época. Do lado da família Stark, os grandes senhores de Winterfell, Sean Bean liderou a primeira temporada como Eddard “Ned” Stark. O veterano, já bastante conhecido por O Senhor dos Anéis e 007 – GoldenEye, abriu caminho para jovens talentos que cresceriam na tela. Vimos a jornada de Sophie Turner (depois famosa por X-Men) como a inicialmente ingênua Sansa, e o amadurecimento impetuoso de Arya, vivida por Maisie Williams, atriz que mais tarde passaria por Doctor Who e Novos Mutantes. Richard Madden deu vida ao primogênito Robb Stark antes de brilhar em produções como Bodyguard e Citadel, enquanto Kit Harington conquistou o público como o adorado bastardo Jon Snow, que se junta à Patrulha da Noite para proteger o reino de ameaças que vivem além da Muralha.
Do outro lado desse implacável jogo de poder, os Lannister entregaram atuações memoráveis. Peter Dinklage roubou a cena com a inteligência afiada de Tyrion, papel que divide espaço em seu currículo com filmes como Três Anúncios para um Crime. Lena Headey assumiu a rainha ambiciosa Cersei, ao passo que Nikolaj Coster-Waldau viveu seu irmão gêmeo, o arrogante e habilidoso cavaleiro Jaime. No topo da dinastia, Charles Dance interpretou o patriarca Tywin Lannister, trazendo toda a bagagem de sua extensa carreira em Hollywood.
A chegada de um novo fenômeno
Mais de uma década após a estreia do épico de Westeros, uma nova superprodução chegou para ocupar o espaço deixado pelos dragões. Disponível para os assinantes do Disney+, a série Shōgun transporta o espectador para o Japão do ano 1600 e vem sendo amplamente aclamada como a grande rival de Game of Thrones.
Desenvolvida por Rachel Kondo e Justin Marks a partir do romance de James Clavell, a trama é um drama político denso onde o Oriente e o Ocidente colidem. Acompanhamos o senhor Yoshii Toranaga lutando pela própria sobrevivência enquanto enfrenta conspirações de rivais no Conselho de Regentes, que querem tirá-lo do poder. O cenário fica ainda mais imprevisível com o aparecimento de um misterioso navio europeu encalhado na costa, trazendo o navegador inglês John Blackthorne para o centro das intrigas. O elenco encabeçado por Hiroyuki Sanada, Cosmo Jarvis e Anna Sawai entrega atuações espetaculares.
Aclamação e o futuro da série
Desde o seu lançamento em 2024, as comparações com o universo criado por David Benioff e D.B. Weiss foram imediatas. A crítica e o público celebraram o nível de ambição de Shōgun, destacando o rigor nos figurinos, os efeitos visuais imersivos e uma trilha sonora impecável. A direção aposta em um ritmo mais cadenciado para amarrar as várias linhas narrativas, mas a recompensa chega com arcos profundos e cenas de combate entre samurais executadas com muita crueza e maestria.
Os números não deixam mentir sobre o impacto da produção. O programa ostenta quase a perfeição com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, além de uma nota muito sólida de 8,6 no IMDb. Todo esse cuidado técnico e narrativo rendeu à série um caminho arrollador nas temporadas de premiações, dominando cerimônias de peso como o Globo de Ouro e o Emmy.
Por enquanto, essa obra-prima da TV conta com apenas dez episódios disponíveis. A boa notícia para os fãs, de acordo com informações da revista Variety, é que a segunda temporada já está em desenvolvimento. Os novos episódios devem apresentar um salto temporal de dez anos e trarão de volta os diretores Kamata Hiromi e Fukunaga Takeshi, ainda que uma data oficial de estreia não tenha sido divulgada pelas produtoras.




