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Dicas valiosas para visitantes e uma viagem ao passado da Disney

Em meio a tantas discussões sobre estratégias complexas de Lightning Lane e planos de chegada antecipada aos parques, uma das maneiras mais eficazes de reduzir drasticamente o tempo de espera no Disney World continua sem custar um centavo sequer. Curiosamente, muitos visitantes passam direto por essa opção sem perceber o potencial que ela carrega. Esse ponto foi levantado recentemente pelo especialista em parques JP, do blog AllEars, destacando como as filas de Single Rider — destinadas a passageiros individuais — ainda são subutilizadas, especialmente por quem não se importa em se separar do grupo durante a atração.

A mecânica do Single Rider

O funcionamento é simples, mas exige uma pequena troca: você não sentará ao lado dos seus companheiros de viagem, mas poderá economizar uma quantidade surpreendente de tempo. O sistema opera preenchendo assentos vazios em veículos que, de outra forma, sairiam parcialmente desocupados. Os “Cast Members” simplesmente alocam você onde houver espaço.

No Disney’s Hollywood Studios, o exemplo mais claro dessa vantagem é a atração Millennium Falcon: Smugglers Run. Como cada cockpit acomoda seis pessoas, quando grupos não preenchem a cabine perfeitamente, os usuários da fila Single Rider são puxados rapidamente para fechar as lacunas. Muitos visitantes relatam esperas de apenas alguns minutos, com o bônus adicional de pular o pré-show caso já o tenham assistido anteriormente.

Outros parques oferecem oportunidades similares. O EPCOT disponibiliza acesso Single Rider no Test Track e na atração Remy’s Ratatouille Adventure, enquanto no Disney’s Animal Kingdom, a montanha-russa Expedition Everest é frequentemente citada como uma das experiências mais rápidas do resort para quem utiliza esse método. A relevância desse “hack” tornou-se ainda mais evidente com os movimentos da empresa no exterior: o Tokyo Disney Resort acabou de expandir o acesso Single Rider para três de suas atrações mais concorridas, incluindo a nova Anna and Elsa’s Frozen Journey, que costuma registrar algumas das maiores filas do mundo.

A origem da magia nas telas

Enquanto os fãs buscam maneiras de otimizar a visita aos parques modernos, a Disney acaba de lançar uma oportunidade para entender como tudo isso começou. Já está disponível para streaming no Disney+ e no YouTube o documentário Disneyland Handcrafted. A produção narra a história da criação da Disneyland original, focando especificamente no ano que antecedeu sua inauguração em 1955, utilizando uma vasta coleção de imagens de arquivo e áudios da época.

A direção fica a encargo de Leslie Iwerks, que carrega o legado da Disney no sangue: ela é neta da lenda Ub Iwerks e filha de Don Iwerks. Leslie, que já dirigiu múltiplos documentários relacionados à empresa — incluindo o aclamado The Imagineering Story, que influenciou diretamente esta nova produção —, vasculhou mais de 100 horas de material bruto. Entre os achados, estão rolos de filme de 16mm nunca utilizados do programa Walt Disney’s Wonderful World of Color.

O produto final revela a “Imagineering Story” que não havia sido contada, trazendo relatos em primeira mão de artistas e engenheiros reais que estavam no canteiro de obras em 1955, com conversas preservadas e até o som ambiente da construção. Conforme a descrição do filme, a obra revela a extraordinária habilidade artística e a garra necessárias para que centenas de trabalhadores transformassem o projeto impossível de Walt Disney em realidade, levando o espectador desde o início das obras até o dia da inauguração, em 17 de julho de 1955.