Entretenimento

Dos bastidores nacionais aos thrillers internacionais: um giro pelo mundo do entretenimento

No dinâmico universo televisivo, trajetórias se transformam e novas narrativas surgem constantemente, seja revisitando talentos que marcaram época na teledramaturgia brasileira ou explorando os lançamentos mais eletrizantes do cenário internacional. Um exemplo claro dessa reinvenção profissional é o de Pedro Furtado, que muitos telespectadores ainda guardam na memória como o Fred da novela “Mulheres Apaixonadas”.

A nova fase de Pedro Furtado

Quem acompanhou o folhetim de Manoel Carlos certamente se lembra do jovem estudante que viveu uma paixão intensa pela professora Raquel. Porém, engana-se quem pensa que o artista desapareceu após o sucesso da trama. Pedro, que carrega o talento no DNA por ser filho de Jorge Furtado — a mente brilhante por trás de sucessos como “Doce de Mãe”, “Mister Brau” e “Sob Pressão” —, optou por uma transição gradual e consistente para os bastidores. Embora ainda tenha atuado em produções globais como a série “Antônia” e a minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”, além de participar do filme “Paixão e Acaso”, foi na escrita que ele encontrou sua verdadeira vocação.

Desde os anos 2000, Furtado vem investindo na carreira de roteirista, acumulando experiências em programas educativos como “Um Pé de Quê”, do canal Futura, e na ficção com a série “Mulher de Fases”, da HBO. Essa mudança de rumo consolidou-se em 2012, quando passou a integrar o time da O2 Filmes, produtora do renomado Fernando Meirelles. Hoje, seu trabalho ganha destaque massivo no streaming: ele atuou como roteirista-chefe de “Sintonia”, um dos maiores sucessos brasileiros da Netflix, provando que seu talento para contar histórias vai muito além da atuação frente às câmeras.

A tensão toma conta em “Steal”

Enquanto talentos brasileiros brilham na criação de roteiros, o mercado internacional apresenta “Steal”, um novo thriller financeiro de seis partes que promete deixar o público sem fôlego. A produção traz Sophie Turner, eternizada por seu papel em “Game of Thrones”, entregando uma performance robusta que ancora uma trama inteligente sobre a perversidade do dinheiro. A história começa apresentando Zara Dunne, vivida por Turner, orientando sua nova subordinada, Myrtle — uma jovem cujo nome peculiar já parece ter lhe causado desgastes sociais antes mesmo de entrar no mercado de trabalho.

O conselho inicial de Zara sobre a rotina no processamento de pensões e a localização dos melhores biscoitos logo se torna irrelevante diante de uma invasão brutal. Diferente dos assaltos convencionais, aqui os criminosos não usam máscaras, mas sim próteses faciais sofisticadas e sutis, capazes de enganar softwares de reconhecimento facial e a polícia. O que se segue é uma narrativa de alta voltagem onde Zara, seu colega Luke e a recém-chegada Myrtle são separados da gerência e coagidos a operar transações que somam 4 bilhões de libras.

A série consegue ser mais do que apenas entretenimento ágil; é uma meditação tensa onde o espectador torce fervorosamente pela protagonista. Em momentos cruciais, quando a pressão derruba seus colegas, é Zara quem precisa assumir o controle para salvar o dia, sendo aclamada como heroína após a fuga tecnológica dos bandidos. Seja nos bastidores da criação brasileira ou na adrenalina das produções britânicas, o audiovisual continua provando sua capacidade de se renovar e prender nossa atenção.