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EUA depositam esperanças no mediador Paquistão na tentativa de acabar com a guerra no Irã

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, expressou esperança de progresso no fim da guerra com o Irão, ao recorrer aos mediadores paquistaneses para ajudar a avançar nos esforços para chegar a um acordo.

Comentários anteriores do Presidente Donald Trump sugeriram que semanas de negociações intermináveis ​​para pôr fim permanente à guerra estavam oscilando na “fronteira” entre um acordo e novos ataques.

“Acredito que os paquistaneses viajarão para Teerã hoje. Espero que isso avance ainda mais”, disse Rubio aos repórteres na quinta-feira (21 de maio de 2026).

Um cessar-fogo em 8 de Abril interrompeu a guerra lançada semanas antes pelos Estados Unidos e Israel, mas os esforços de negociação, incluindo as históricas conversações presenciais organizadas em Islamabad, não conseguiram até agora produzir um acordo duradouro.

O ministro do Inside do Paquistão, Mohsin Naqvi, que é amplamente considerado próximo do poderoso chefe do exército paquistanês, Asim Munir, visitou o Irã pela segunda vez em uma semana na quarta-feira.

A mídia iraniana, incluindo a agência de notícias ISNA, informou com base em fontes não identificadas que o próprio Munir poderia visitar Teerã já na quinta-feira, mas não houve comentários das autoridades paquistanesas sobre qualquer plano de viagem do chefe do exército.

Pequim, no entanto, anunciou que o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, viajará no sábado (23 de maio de 2026) para a China, que também esteve envolvida nos esforços de mediação para acabar com a guerra.

‘Limítrofe’

Embora a guerra aberta e os ataques em todo o Golfo tenham diminuído, o deadlock continua a pesar sobre a economia mundial.

Em Abril, o Paquistão acolheu as únicas negociações directas, que Munir ajudou a mediar, entre responsáveis ​​norte-americanos e iranianos, ocorridas desde 28 de Fevereiro, quando a guerra começou.

Mas as negociações acabaram por fracassar, com Teerão a acusar Washington de fazer “exigências excessivas”.

Desde então, os dois lados trocaram múltiplas propostas, com a ameaça de um novo conflito sempre presente.

“Está bem no limite, acreditem”, disse Trump aos repórteres na quarta-feira (20 de maio de 2026). “Se não obtivermos as respostas certas, tudo acontecerá muito rapidamente. Estamos todos prontos para começar.”

Ele disse que um acordo poderia acontecer “muito rapidamente” ou “em alguns dias”, mas alertou que Teerã teria de fornecer “respostas 100% boas”.

Rubio também criticou os aliados da NATO pela sua recusa em ajudar na guerra contra o Irão.

“Ele não está pedindo que enviem tropas. Ele não está pedindo que enviem seus caças. Mas eles se recusam a fazer qualquer coisa”, disse ele.

“Ficamos muito chateados com isso.”

‘Resposta contundente’

Teerã estava em alerta para a possibilidade de um novo conflito armado, com o negociador-chefe, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertando Washington na quarta-feira sobre uma “resposta enérgica” caso o Irã fosse atacado.

“Os movimentos do inimigo, tanto abertos como clandestinos, mostram que, apesar da pressão económica e política, não abandonou os seus objectivos militares e está a tentar iniciar uma nova guerra”, disse o Sr. Ghalibaf.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse que a república islâmica estava examinando pontos recebidos de Washington, enquanto repetia as exigências de Teerã para a liberação de seus bens congelados no exterior e o fim do bloqueio naval dos EUA.

Apesar da retórica inflamada contra o Irão, Trump está sob pressão política interna para encontrar uma solução à medida que os custos da energia aumentam.

O cessar-fogo interrompeu os combates, mas não reabriu o Estreito de Ormuz, a by way of navegável important que normalmente transporta cerca de um quinto do petróleo e do gás pure liquefeito do mundo.

O futuro de Ormuz continua a ser um ponto de discórdia elementary nas negociações, com receios crescentes de que a economia international sinta mais dor à medida que os shares de petróleo anteriores à guerra se esgotam.

O Irão impôs um bloqueio a Ormuz como parte da sua retaliação na guerra, permitindo apenas a passagem de alguns navios nas últimas semanas, ao mesmo tempo que introduziu um sistema de portagens.

O novo órgão iraniano que supervisiona Ormuz disse que a sua alegada área de controle se estende às águas dos Emirados, atraindo uma forte repreensão de Abu Dhabi.

As relações entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos têm sido gravemente tensas desde a guerra, depois de Teerão ter lançado ataques com mísseis e drones contra países do Golfo em resposta aos ataques EUA-Israel.

Ormuz transporta cerca de um terço das remessas globais de fertilizantes, levantando preocupações sobre o aumento dos preços dos alimentos e a escassez se o encerramento se prolongar.

Líbano ataca

Noutra frente da guerra, a mídia estatal libanesa informou que um ataque israelense na quinta-feira danificou um hospital no sul do Líbano.

Desde o início da trégua, em 17 de abril, Israel continuou a lançar ataques, a realizar demolições e a emitir ordens de evacuação no sul do Líbano, dizendo que tem como alvo o Hezbollah, que também manteve os ataques.

O Ministério da Saúde do Líbano disse que os ataques israelenses mataram pelo menos 3.089 pessoas no Líbano desde 2 de março.

O Hezbollah atraiu o Líbano para a guerra da Ásia Ocidental com lançamentos de foguetes contra Israel em retaliação pela morte do líder supremo do Irão em ataques EUA-Israel.

Os Estados Unidos sancionaram na quinta-feira (21 de maio de 2026) nove indivíduos ligados ao Hezbollah que acusou de “obstruir o processo de paz no Líbano”.

Publicado – 22 de maio de 2026, 08h10 IST

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