Num palco na sede da Airbus em Toulouse, o presidente-executivo da companhia aérea australiana Qantas declara: “A tirania da distância foi finalmente conquistada”.
Vanessa Hudson esteve na cidade francesa na semana passada para anunciar a primeira rota de voo do mundo com mais de 20 horas.
A companhia aérea voou pela primeira vez o que chamou de rota Kangaroo entre Londres e Sydney em 1947. Na época, foi uma odisseia que durou sete paradas e quatro dias.
Essas paradas foram gradualmente reduzidas, com a Qantas agora parando apenas uma vez, em Cingapura, no caminho.
Mas 80 anos depois dessa aventura da década de 1940, o primeiro voo sem escalas entre as duas cidades deverá decolar em outubro de 2027.
Usando aviões Airbus especialmente projetados para viagens ultralongas, a Qantas espera reduzir em cerca de quatro horas o tempo atual de viagem. A previsão é que dure cerca de 22 horas.
A tão esperada – e adiada – descoberta ocorre depois de alguns anos turbulentos na história da companhia aérea, e os chefes estão apostando que os clientes adotem o voo premium, mas maratono.
“Estamos realmente confiantes de que será um sucesso”, disse Hudson à BBC.
Alguns analistas dizem que é um marco importante na história da aviação. Mas é realmente isso que as pessoas querem?











