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As pessoas podem ser alérgicas à água? Os cientistas dizem que esta condição rara torna isso possível

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Para a maioria das pessoas, a água é inofensiva e até reconfortante. Ele esfria o corpo em dias quentes, take away a sujeira e constitui quase 60% do próprio corpo humano. Mas para um pequeno número de pessoas em todo o mundo, o contacto com a água pode provocar urticária dolorosa e com comichão em poucos minutos. A condição, conhecida como urticária aquagênica, é tão rara que apenas um número limitado de casos foi formalmente documentado na literatura médica. Os pesquisadores dizem que os pacientes podem reagir a chuveiros, chuva, piscinas e, em alguns casos, até ao próprio suor. Embora os cientistas ainda não compreendam totalmente a doença, décadas de estudos médicos confirmam que esta condição incomum é actual.

O que os cientistas sabem sobre a alergia à água

A condição foi descrita pela primeira vez em 1964 pelos pesquisadores F. Shelley e W. Rawnsley, que documentaram pacientes desenvolvendo urticária após exposição à água. Desde então, dermatologistas e imunologistas têm tentado entender por que isso acontece. Os cientistas acreditam que as pessoas não são verdadeiramente alérgicas à água em si. Em vez disso, a água pode interagir com substâncias na camada externa da pele, fazendo com que células imunológicas chamadas mastócitos liberem histamina, a substância química responsável pela coceira e inchaço.Um estudo de 1981 realizado pelo investigador RG Sibbald e colegas encontrou evidências de libertação de histamina durante a exposição à água, reforçando a teoria de que a condição está ligada a uma resposta imunitária anormal e não a uma simples irritação da pele.

Os sintomas podem aparecer em minutos

Pessoas com urticária aquagênica geralmente desenvolvem pequenos vergões e coceira intensa brand após a água tocar a pele. A reação geralmente aparece dentro de 20 a 30 minutos e pode durar uma hora ou mais. Quanto mais longa a exposição, mais graves podem se tornar os sintomas.Os médicos dizem que até as atividades rotineiras podem se tornar difíceis. Os pacientes podem precisar tomar banhos extremamente curtos, evitar nadar ou limitar os exercícios se o suor provocar crises. Curiosamente, a maioria das pessoas com esta doença ainda consegue beber água normalmente porque a reação ocorre através do contato com a pele e não através do sistema digestivo.Como o distúrbio é tão raro, o diagnóstico pode levar tempo. Os médicos geralmente descartam causas mais comuns de urticária antes de considerar a urticária aquagênica. O método de diagnóstico padrão é chamado de teste de provocação de água, onde um pano embebido em água em temperatura ambiente é colocado sobre a pele por cerca de 20 minutos para verificar se surge urticária.Revisões médicas, incluindo uma análise de 2016 dos pesquisadores Robert Rothbaum e Jean S. McGee, destacaram como pode ser difícil reconhecer a condição porque muitos médicos podem nunca encontrar um caso durante suas carreiras.

Existe um tratamento?

Atualmente não há cura para a urticária aquagênica, mas os tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas. Os médicos geralmente prescrevem anti-histamínicos, que bloqueiam a liberação de histamina no corpo. Alguns pacientes com sintomas graves também responderam a terapias como o omalizumabe, um medicamento comumente usado para asma e condições alérgicas crônicas.Uma revisão sistemática de 2022 realizada pela pesquisadora Chuda Rujitharanawong e colegas descobriu que os anti-histamínicos continuam sendo a principal opção de tratamento, embora os pesquisadores ainda estejam em busca de terapias mais eficazes.

Um mistério que os cientistas ainda não conseguem explicar completamente

Apesar de décadas de estudo, os cientistas ainda não sabem exatamente por que algumas pessoas desenvolvem urticária aquagênica. Os pesquisadores continuam investigando se uma substância escondida na pele reage com a água para ativar o sistema imunológico. Por enquanto, a condição continua sendo um dos distúrbios documentados mais estranhos da medicina, um raro exemplo de como o corpo às vezes pode reagir até mesmo à substância mais essencial à vida.

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