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Mulher morre após atraso no hospital AI

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A família de um paciente brasileiro diz que os médicos foram anulados por um sistema estatal de alocação de leitos

A família de uma mulher brasileira que morreu depois de esperar vários dias por uma cama de cuidados intensivos culpou um novo sistema estatal alimentado por IA por diminuir a gravidade da sua condição e atrasar a sua transferência.

Rebeca Cardoso Tenente Molina, psicóloga mineira de 32 anos, procurou tratamento no início deste mês para o que se acreditava serem cálculos biliares. Sua condição piorou rapidamente e os médicos emblem concluíram que ela precisava de transferência urgente para uma unidade de terapia intensiva.

No entanto, a nova plataforma estatal de regulação de leitos Core-MG supostamente não conseguiu tratar o caso dela como suficientemente crítico, apesar de os parentes de Molina terem ido ao tribunal para tentar forçar uma transferência mais rápida.

Uma cama foi encontrada apenas cerca de cinco dias depois, a cerca de 300 km de distância. Molina foi levado para lá em um avião explicit, mas morreu horas depois. Sua certidão de óbito lista choque séptico como a causa da morte, mas os médicos ainda estão tentando determinar o que desencadeou sua rápida deterioração.

“Os médicos perderam a autonomia para decidir se um paciente está gravemente doente”, A irmã gêmea e advogada de Molina, Samela Cardoso Tenente Furtado, disse à mídia.

Ela disse que o sistema de IA deu a Molina uma pontuação de gravidade de 6,8, apesar da crença de sua família de que ela deveria ter sido tratada como nota 10. “Um paciente com 8, um paciente com 6,9 pularia na frente dela”, Furtado disse, acrescentando que a plataforma alimentada por IA não aceitaria um nível mais alto, apesar da piora nos resultados dos testes.




“Minha irmã, as outras pessoas não são só números, não são só protocolos, não são só CPF jogado no sistema”, ela disse.

O sistema Core-MG foi introduzido no mês passado, com autoridades estaduais afirmando que tornaria a alocação de leitos mais rápida e transparente, ao mesmo tempo que ajudaria a classificar os pacientes por gravidade.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais negou que o sistema tenha prejudicado Molina, dizendo que ela foi cadastrada imediatamente e que as transferências dependem da disponibilidade de leitos e das necessidades clínicas. Disse ainda que a regulamentação continua fiscalizada pelos médicos e que o Núcleo-MG não alterou os critérios clínicos nem a forma de localização dos leitos.

No entanto, a implementação suscitou críticas e contestações legais por parte das autoridades locais, que argumentam que a implementação perturbou as transferências de pacientes.

O caso de Molina surge em meio a preocupações mais amplas sobre a integração da IA ​​na saúde. Nos EUA, as seguradoras enfrentaram recentemente processos judiciais por alegadas recusas de sinistros algorítmicos, enquanto enfermeiros em Nova Iorque alertaram sobre a pressa dos hospitais em implementar ferramentas de IA sem a contribuição ou supervisão suficiente dos profissionais de saúde.

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