Quando Napoleão Bonaparte morreu no exílio em Santa Helena, em 1821, deixou para trás mais do que um legado militar e uma lenda política. Em seu testamento, ele instruiu que seu cabelo fosse preservado e transformado em pulseira, com fios enviados a membros de sua família, incluindo mãe, irmãos e filho. Esse pedido refletia um costume mais amplo do século XIX, em que o cabelo period guardado como memorial pessoal após a morte. O cabelo de Napoleão foi cortado antes da autópsia, e as mechas que sobreviveram tornaram-se algumas das mais curiosas relíquias ligadas a ele.
O último desejo de Napoleão Bonaparte escrito no testamento
O testamento de Napoleão torna o pedido extraordinariamente claro. Afirma que seu valete Marchand deveria preservar seu cabelo e mandá-lo fazer uma pulseira, com peças enviadas a familiares próximos e demais membros de seu círculo íntimo, incluindo a Imperatriz Marie-Louise, sua mãe e seus irmãos e irmãs, com uma pulseira maior destinada a seu filho. Em outras palavras, esta não foi uma lenda improvisada que surgiu mais tarde; period uma instrução documentada no testamento do próprio imperador.Para os leitores modernos, a ideia de preservar o cabelo pode parecer perturbadora. No mundo de Napoleão, period um ato acquainted de luto. O cabelo period frequentemente transformado em lembranças e objetos “memento mori”, uma forma de segurar alguém fisicamente após a morte. Museus e coleções históricas ainda preservam relíquias de cabelo relacionadas a Napoleão, incluindo anéis de luto e mechas dados a admiradores emblem após sua morte.O pedido foi importante imediatamente após sua morte. Um artigo de história médica de 2004 observa que, como Napoleão desejava que seu cabelo fosse distribuído entre os membros da família, sua cabeça foi raspada pouco antes da dissecação para que as mechas pudessem ser salvas. Essa decisão é uma das razões pelas quais tantas amostras autênticas ou supostamente autênticas sobreviveram nos séculos posteriores.
Cabelo de Napoleão, retirado do campo de batalha em Waterloo. Imagem: The Royal Assortment Belief
O cabelo mais tarde alimentou um mistério maior
O cabelo preservado de Napoleão tornou-se importante por outro motivo: entrou no longo debate sobre como ele morreu. Alguns investigadores argumentaram que os níveis de arsénico em amostras de cabelo apontam para envenenamento, enquanto outros afirmaram que as evidências não apoiam essa conclusão e são consistentes com a exposição ambiental no início do século XIX. O registo histórico mais amplo ainda aponta para o cancro do estômago como a causa mais provável de morte, embora a teoria do envenenamento proceed a fazer parte do fascínio público.
Uma pequena relíquia de uma vida muito grande
O pedido de Napoleão provavelmente não period sobre vaidade ou imortalidade. Combina muito melhor com os hábitos de luto da época: um imperador caído querendo um elo físico closing deixado para trás para as pessoas mais próximas a ele. É por isso que seu cabelo permaneceu tanto como uma lembrança sentimental quanto como um artefato histórico, carregando um traço estranhamente íntimo de uma das figuras mais poderosas da história.












